#149 | Quase lá
Novo empate encaminha classificação na Sula
Quatro jogos, duas vitórias, dois empates, zero derrota, três gols marcados, nenhum gol sofrido, 8 pontos, 66,6% de aproveitamento, liderança do grupo C.
Eis a campanha do São Paulo na Sul-Americana, 100% sob o comando de Roger Machado.
O novo empate sem gols fora de casa, agora contra o chileno O’Higgins, encaminhou a classificação para as oitavas de final. Restam dois jogos em casa, diante do Millonarios (dia 19) e do eliminado Boston River (dia 26).
Mas parece haver gente irremediavelmente insatisfeita, ainda ressentida com a inacreditável saída de Crespo, e que escolhe até torcer pelo pior para “ganhar a discussão”. Tem quem prefira ter razão a ser feliz. Vai entender…
Aqui, a prioridade chama-se São Paulo Futebol Clube. Ainda que haja simpatia por este ou aquele técnico, este ou aquele jogador, nada mais importa além do sucesso do time, em especial no ano de 2026, em que o verbo a se conjugar é sobreviver.
Sobreviver até a pausa da Copa parece também ser a ideia do comandante, que colocou somente reservas nos 11 iniciais - com a little help dos “semi-titulares” Enzo e Cauly.
De olho no clássico contra o Corinthians e na decisão da Copa do Brasil, Roger poupou todos os principais jogadores de um elenco já combalido com desfalques fundamentais, como Marcos Antônio, por exemplo, o melhor do time.
“Celebrar esse ponto, é um ponto importante, a manutenção da liderança, a rodagem do elenco, a oportunidade para jogadores. Os três meninos fizeram um jogo seguro. A estreia do Osorio foi em grande nível. Felisberto e Djhordney contribuíram bastante coletivamente. Ponto importante”, analisou, na coletiva.
A exemplo da Colômbia, a arriscada estratégia deu certo e, com boa dose de sorte, o São Paulo voltou com 1 ponto na bagagem.
Domingo é dia de Majestoso, às 18h30, em Itaquera. Diante das circunstâncias, um empate está longe de ser mau resultado.
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Osório. Como bem sintetizou Paulo Massini, no G4 do BandSports, “Ele sabe o que é ser zagueiro”. Estreia em jogo por competição internacional, fora de casa, contra o adversário mais difícil do grupo. Com exceção de duas falhas - uma que Coronel salvou em brilhante defesa -, o zagueiro mostrou muita personalidade e bom futebol. Pode ser útil.
Igor Felisberto. Mais novo do que Osório, o lateral teve trabalho contra o insinuante Sarrafiore, em especial no primeiro tempo. Na etapa final, se assentou em campo e conseguiu desenvolver melhor a saída de bola. Com as lesões e os problemas de Maik, pode furar a fila e se tornar boa opção na direita.
Djhordney. Um pouco sumido no início, mostra inteligência e visão de jogo quando tem a bola no pé. Muita consciência no passe e leitura dos espaços, é um promissor meio-campista.
Luan. Regular na proteção à frente da zaga, dá sustentação defensiva fundamental, sobretudo em um time desentrosado como o de ontem. Entrega em cada dividida, luta por cada palmo de grama, honra a camisa sempre.
André Silva. No 100º jogo com a camisa do São Paulo, mostrou reação, enfim. Foi responsável pela melhor chance tricolor na noite, o chute de Tapia defendido por Carabalí.




O São Paulo ontem poderia ter vencido. Falhou em lances importantes.
Na Sula está bem.
Acredito que Botafogo, Grêmio e São Paulo vão garantir a primeira colocação nos seus grupos e Atlético Mineiro, Bragantino e Vasco da Gama vão para a repescagem da Copa Sul Americana.
O Santos vai ser eliminado e os seis times brasileiros vão garantir vaga nas oitavas de final da Libertadores.