#146 | Alívio
Luciano, sempre Luciano
Após desarme na bola de Lucas Ramon, a bola cai nos pés de Luan, na faixa central. De primeira, o volante toca para Wendell, na esquerda. O lateral acelera, rompe a linha divisória do campo, passa para Lucca e dispara no corredor interno.
O ponta aguarda a projeção de Wendell para rolar a pelota no ponto futuro, na medida para o cruzamento. O camisa 18 olha para a área e coloca na pinta para Luciano testar firme, inapelável.
No gol do alívio e da vitória contra o Mirassol, a resposta de um trio que pode, e deve, entregar bem mais, e a confirmação de uma certeza irrefutável: Luciano é, há muito tempo, o jogador mais decisivo do time.
Na noite em que anotou o 110º tento com a camisa tricolor, o anárquico também se tornou o 3º maior artilheiro do clube na história do Brasileirão - 66 gols, atrás somente de Serginho Chulapa (83) e de Luís Fabiano (108).
Agora, é o 16º maior artilheiro da História, a 3 de Dino Sani, a 5 de Careca (!), a 9 de Pedro Rocha. Além disso, anotou pela 37ª vez o gol da vitória, se colocando na 12ª colocação do ranking histórico, a apenas um de Raí (!).
Quer mais? “O gol sobre o Mirassol representou o 40º gol de abertura de placar que Luciano proporcionou pelo Tricolor. Novamente na 12ª posição da classificação histórica, lhe falta apenas um gol para o top 10, onde empatará com Careca e Renato”, escreve Michael Serra, nas notas históricas da partida.
Se você alega que números dizem pouco ou quase nada, e ainda refuta veementemente o rótulo de ídolo ao 10, te convido para uma reflexão.
Em quantas oportunidades desde que chegou ao São Paulo, Luciano arrancou do seu peito a angústia, o sofrimento e o desconsolo?
Quantas vezes ele tirou da cartola o gol do desafogo?
Quantas vezes ele te fez sorrir quando a esperança já tinha se apagado?
Luciano é o cara que sempre esteve lá. Na boa e na ruim, com a 11 ou a 10, que ele ganhou na marra e na bola. Em semifinal ou em partida para salvar do rebaixamento (com o pulso quebrado!).
Porém, se você segue com a teimosia de achá-lo um jogador menor para a nossa História, porque “eu vi Gérson, Pedro Rocha, Pita e Raí”, só posso recorrer à Toquinho e Vinícius, e te mandar pra tonga da mironga do kabuletê.
Porque, de fato, “você olha e não vê”.
Em vitória crucial para pacificar o ambiente, Luciano foi Luciano. Decisivo e líder, mais uma vez protegendo o trabalho de Roger Machado. “Um abraço pra dizer que nós, jogadores, ‘tá’ junto com o treinador”, disse, ao explicar o gesto após o gol salvador.
Triunfo de desafogo para interromper a sequência ruim no Brasileirão. Faltam 22 pontos.
Na terça, tem Millonarios, às 21h30, pela Sul-Americana. Os 6 pontos e a liderança do grupo possibilitam poupar os mais desgastados, como indicou o técnico na coletiva.
O momento é de foco total no Brasileirão (Bahia e Corinthians nos próximos domingos) e também na volta da Copa do Brasil, dia 13.
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Rui Costa. “Ninguém fica feliz em demitir treinador, e comigo não é diferente. Respeito as críticas, sei que vou ser cobrado se não der certo, faz parte do meu trabalho. Quero dizer apenas que a troca foi por convicção, pensando no São Paulo. Temos o objetivo constante de evoluir e trabalhamos arduamente para isso todos os dias”. Em exclusiva para Pedro Lopes, no UOL, o diretor executivo falou, falou, e pouco disse.
Massis X Olten. O caldeirão político ferve, agora com guerra aberta entre os dois poderes. O presidente pediu a expulsão do líder do Conselho Deliberativo, enquanto Olten respondeu com artilharia pesada, em entrevista à TMC. Em outra frente, um grupo de oposição começou a articular o impeachment de Massis. As eleições já começaram…





Eu sou desses tricolores que não sou grande fã do Luciano. Ele é bom e reconheço isso. Mas é mala, reclamão, xarope. Talvez seja eu esperando demais dele. Os números dele são absurdos mesmo, e ele é uma das cordas que estão segurando o São Paulo fora da fossa
Acredito que Calleri e Rafael sejam ainda mais fundamentais do que o nosso 10. Mas textos assim fazem refletir mesmo